sábado, 18 de março de 2017

O golpe e a "Marvada" Carne

Se não bastasse o golpe que os corruptos deram em uma presidente honesta para garantir foro privilegiado a muitos políticos de direita, uma sucessão de escândalos tem ocorrido desde então. O mais recente é o chamado "Escândalo da Carne", onde se descobriu que carnes podres eram vendidas como frescas, causando riscos sérios para a saúde do brasileiro (genocídio de pobres?).

Empresas como a BRF (Sadia/Perdigão), de vários donos, incluindo Abílio Diniz (presente na famosa foto de Aécio com Moro na premiação bajuladora da revista IstoÉ) e JBS (Friboi/Seara), da família Batista (em destaque, o presidente, Joesley, casado com a jornalista Ticiana Villas Boas - uma nova Cláudia Cruz?) entraram na mira da justiça e criaram um escândalo que pode eliminar alguns estereótipos defendidos pelos direitistas e revelar muito mais motivos que geraram o golpe.

Um dos mitos a serem derrubados pelo escândalo é a ideia ingênua de que empresário não rouba. Pelo contrário: empresários são os que mais roubam. A riqueza é um ópio e faz com que seus portadores desejem mais e mais riqueza, aumentando cada vez mais o padrão de vida, pois nas elites há a competitividade entre os ricos para ver quem ostenta mais riqueza. Isso fora o fato de que grandes empresários não desejam somente a riqueza e sim o poder político, o que pode ser conquistado com o pagamento de muita grana, através de patrocínios e até suborno.

Outra coisa a observar é que os EUA podem ter mandado sabotar os alimentos para manchar a imagem das empresas nacionais e tornar baratas as suas aquisições. Os EUA e alguns países desenvolvidos pretendem transformar o Brasil em uma colônia de exploração, limitando a fornecedor de commodities (matéria prima) e mão de obra bruta. Aniquilar as empresas nacionais e vendê-las a preço de banana - com a mão de obra bem barateada - foi uma das principais metas do golpe.

O ideal para os ianques é que o trabalho braçal seja feito no Brasil e a parte mais tecnológica e de embalagem e distribuição seja feito por eles. Deixar que uma empresa brasileira fique com todo o processo soa como ameaça às empresas deles, pois tornaria uma empresa brasileira competitiva no exterior.

O escândalo ainda está dando o que falar e deixando os brasileiros de cabelos em pé. A mídia, sempre interesseira e compactuada com os objetivos do golpe, está escondendo detalhes para preservar os seus e manter a lenda falsa de que empresários não praticam corrupção. Se limitam a falar da podridão do alimento em si, pois atraí a indignação do brasileiro por ser algo diretamente ligado ao seu cotidiano. Brasileiros não se interessam por bastidores e só se revoltam quando interesses pessoais são atingidos. Sobre os bastidores, preferem acreditar em boatos, lendas e estereótipos.

Vamos aguardar o andar da carruagem e ver no que dá. Sabe-se que tem peixão grandão envolvido no escândalo que pode derrubar tucanos e muitos direitistas. Resta perguntar aos fascistas desinformados que achavam que o filho do Lula era dono da Friboi: quem eles irão apoiar quando seus ídolos caírem? Pois quase todos os grandes capitalistas estão envolvidos em qualquer tipo de escândalo. Quem viver, chorará. E sentirá uma tremenda disenteria.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Golpe segue, mas plutocratas não enganam mais ninguém

Isso é que dá ser ganancioso! Um golpe que tirou uma presidente honesta, sob a desculpa esfarrapada das "pedaladas fiscais" (que até caiu no esquecimento) para colocar uma verdadeira máfia que pretende usar a cleptocracia para destruir o Brasil e exterminar (mesmo que lentamente e silenciosamente) quase toda a população, para que as fortunas não saiam das contas dos magnatas, já começa a dizer para que veio.

Apesar de ter decidido por medidas drásticas para salvar desesperadamente os privilégios dos magnatas brasileiros e estrangeiros instalados no país, os golpistas já não conseguem esconder as suas trapalhadas nem enganar o mais incauto brasileiro. Ficou escancarado o fato de que as medidas não vão beneficiar a população, nem mesmo a longo prazo. A vilania dos plutocratas se tornou fato irrefutável.

Claro que ainda tem incautos que acreditam em alguma salvação vinda dos golpistas e outros incautos que estão contra "tudo que está aí", esperando a salvação vir dos escritórios-sede das maiores empresas do país. Ambos os incautos sem qualquer tipo de proposta racional para melhorar o país. Pretendem exterminar toda a classe política, rasgar a Constituição e segurar ao máximo em seus braços os privilégios como se auto-dispensassem da responsabilidade de contribuir para a melhora de "tudo que está aí".

Esse ignorantes se sentem solitários, pois quem raciocina melhor sabe que os governos petistas se esforçaram para manter o Brasil no mínimo em uma situação de equilíbrio. Se nestes governos o Brasil ainda estava ruim é porque os problemas são complexos e impossíveis de serem resolvidos em cerca de 15 anos, necessitando de longuíssimo prazo para ser resolvido.

Os que sentem raiva das ideologias progressistas não querem a melhoria do país e sim apenas de seus interesses particulares, que são coletivizados apenas na hora de atrair apoio popular para facilitar a sua viabilização. todos sabem que apoio popular fortalece causas individualistas, como as dos movimentos conservadores, sempre gananciosos e sádicos.

O golpe ainda segue em frente. Mas ele já não tem credibilidade. A internet, graças a excelente racionalidade da imprensa alternativa, tem conseguido explicar de modo claro todos os erros e danos do governo golpista, com base na lógica e em fatos, soterrando qualquer mentira difundida pela mídia oficial e por grupos conservadores interessados em proteger os privilégios das gananciosa elites. O golpe não está tendo o mesmo êxito da Ditadura Militar, pois naquela época não havia mídia alternativa para explicar o que estava acontecendo sem mentir para a população.

Todos os que acreditaram na expulsão (excelente palavra raramente usada, até mesmo pela mídia progressista) de Dilma Rousseff, agora se isolam sem saber o que explicar aos que cobrar alguma coerência dos conservadores. Até este momento não vi nenhum argumento racional vindo dos conservadores e as cada vez mais escassas e sem adesão maciça dos protestos conservadores provam que esta elite gananciosa já não tem mais argumentos para convencer até os mais ingênuos.

Vamos ver o andar da carruagem trôpega do governo golpista. Se o golpe serviu para uma coisa boa foi para mostrar a verdadeira cara de nossas elites, gananciosas e sádicas. Quem acreditou que terno e gravata era o uniforme dos homens mais generosos do país agora fica de queixo caído tentando tender a realidade quase sempre refitada em prol das ilusões difundidas pelo Jornal Nacional.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Rodrigo Maia deve ter conceito diferente do que seja "trabalho"

É bem provável que o conceito que Rodrigo Maia tem sobre trabalho seja bem diferente do que o senso comum e a tradição semântica definem. Provavelmente para ele, "trabalho" é ficar distribuindo ordens  e assinando papéis, sentado em uma poltrona confortável em um salão refrigerado. Talvez dar declarações infelizes faça parte do que ele entende como "trabalho".

O deputado, que representa a República do Futebolistão, ou melhor, Rio de Janeiro (não por acaso ele é conhecido como "Botafogo" na lista da Odebrecht, vindo de um estado em que gostar de futebol é regra de etiqueta e todo habitante é obrigado na marra a torcer por um dos quatro principais times de futebol, sob pena de exclusão do convívio social), certamente vive em um país à parte, longe do Brasil da realidade.

O deputado, que infelizmente preside a Câmara dos Deputados, deu uma declaração infeliz que sugere que a Justiça do Trabalho seja extinta. Uma declaração que pode ser definida no mínimo como irresponsável, para usar um termo mais educado. Sabe-se que Rodrigo só está lá por causa de seu pai político que mexeu os pauzinhos para estar lá (se bem que antes disso, ele teve que ser votado pelos eleitores que ele pretende sacanear - que gratidão...). Isto é fato e ele mesmo tem que admitir isso.

Ou seja, ele mesmo não passou pelo árduo caminho que a maioria dos trabalhadores do país percorrem para obter o mínimo de dignidade na vida. Maia só pode dar uma declaração como essa porque certamente nunca irá precisar da Justiça do Trabalho, pois seu "emprego" lhe paga bem, garante privilégios e o blinda de ser vítima de possíveis irregularidades. Ou seria que ele acharia bom ganhar uns míseros trocados trabalhando quase o dia todo, em condições precárias?

A declaração dele soa como uma ofensa a todos os trabalhadores brasileiros e pode custar sua vida política, pois poderá não mais receber votos. Mesmo assim, sabemos que o pensamento de Maia não é somente dele e que nossa elite é tradicionalmente escravocrata e preconceituosa. 

Quase toda a nossa elite é de descendentes dos antigos senhores de engenho, que passou seu valores de pai para filho e que hoje, apesar do cabelo moderninho, das gírias e palavrões, das tatuagens e piercings e das bebedeiras homéricas, ainda preserva velhos conceitos coloniais em suas mentes desocupadas.

Portanto, a crítica a Maia não tem nada de pessoal. Maia errou estrondosamente, mas o fez em nome de uma elite que não considera sadismo e ganância como defeitos e que divide a humanidade em sub-espécies. Se ocorrer algum tipo de Apartheid no Brasil, nós sabemos como será dividida. A declaração de Rodrigo Maia é somente mais um sintoma desta doença horrível chamada direitismo. Ainda vamos todos morrer por causa dela.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Intelectuais e celebridades progressistas lançam manifesto em prol da candidatura de Lula

Eu havia escrito algumas postagens que afirmavam que Lula não seria a melhor opção para governar o país porque iria atiçar o ódio dos fascistas, gerando uma onde de violência por todo o país, sobretudo no Sul e no Sudeste. Mas observado o andar dos fatos, e o fracasso evidente do golpe, que ainda se mantém, pensei melhor sobre a questão e, apesar de ainda estar cauteloso a respeito, desejo sim, a volta de Lula como presidente.

Estou estudando faculdade novamente e fazendo Administração, para melhorar as minhas chances no mercado de trabalho e realizar meu sonho de ser administrador (não confunda com burguês; não pretendo usar a carreira para me enriquecer, pois não quero ficar rico e sim viver com dignidade). Durante os estudos, estou tendo noções de economia e analisando os governos de Lula, o Brasil entrou em um progresso assustador. Foi quando o país começou a ter a sua cara de país e não de uma colônia cabisbaixa. 

Lula redescobriu o Brasil e foi o primeiro presidente a criar a coragem de tirar o Brasil do sub-desenvolvimento, estimulando o crescimento de nossas empresas e valorizando os nosso bens naturais, além de estimular a intelectualidade de muitos brasileiros. O mundo passou a ver o Brasil como um país e não como um amontoado de vassalos. Como vê, inteligência não precisa de diploma e Lula teve a verdadeira sabedoria. Afinal, a inteligência mora no cérebro e não num pedaço de papel chamado diploma.

Por isso que um monte de gente boa, gente responsável, gabaritada, com opiniões sensatas, com declarações maduras e respeitosas, assinou um manifesto, que tem 424 assinaturas, pedindo a candidatura de Lula que, do contrario dos odiosos direitistas muito mal-informados sobre política acreditam, não cometeu nenhum tipo de crime ou ato de corrupção. E detalhe: isso foi confirmado até mesmo por adversários de Lula, interessados em vê-lo derrubado. Não conseguiram encontrar um motivo para destruir o melhor presidente dos últimos 50 anos.

Claro que Lula terá um desafio hercúleo pela frente, pois as forças contrárias a ele são bastante poderosas. Mas Lula tem a inteligência e a sensatez e é recomendável que ele governe com a mesma força do jovem sindicalista da década de 70, para que o Brasil volte a ter dignidade para todos e seja uma nação respeitada pelo mundo, com perspectiva de prosperidade futura.

Agradeço a Lula por toda a sua trajetória e seu exemplo ímpar. Me uno aos que assinam este manifesto, reproduzido abaixo com os nomes dos cidadãos signatários, e torcendo para que, mesmo com forças nocivas se esforçando em atrapalhar, Lula possa resolver todos os problemas, corrigir os erros do golpe e devolver o país a sua bela trajetória interrompida por gente que odeia ver pessoas felizes, este sim interessados em roubar e corromper o país.

Volte Lula, traga de volta a nossa honra, dignidade e alegria e mostre para estes direitistas egoístas que a ganância é prejudicial a todos os seres humanos, incluindo os próprios gananciosos.

O documento estará aberto na internet a partir de segunda feira. espero que permitam novas assinaturas, pois eu pretendo assinar.

“CARTA DAS(OS) BRASILEIRAS(OS) - Por que Lula?

Assinado por Intelectuais e Celebridades em prol do progresso do Brasil

É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse País, que nos faz, através desse documento, solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano, como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.

Foi um trabalhador, filho da pobreza nordestina, que assumiu, alguns anos atrás, a Presidência da República e deu significado substantivo e autêntico à democracia brasileira. Descobrimos, então, que não há democracia na fome, na ausência de participação política efetiva, sem educação e saúde de qualidade, sem habitação digna, enfim, sem inclusão social. Aprendemos que não é democrática a sociedade que separa seus cidadãos em diferentes categorias.

Por que Lula? Porque ainda é preciso incluir muita gente e reincluir aqueles que foram banidos outra vez; porque é fundamental para o futuro do Brasil assegurar a soberania sobre o pré-sal, suas terras, sua água, suas riquezas; porque o País deve voltar a ter um papel ativo no cenário internacional; porque é importante distribuir com todos os brasileiros aquilo que os brasileiros produzem. O Brasil precisa de Lula!

1. Leonardo Boff – Teólogo e Escritor

2. Fernando de Morais – Jornalista e Escritor

3. Eric Nepomuceno – Escritor

4. Leonardo Isaac Yarochewsky – Advogado e Doutor pela UFMG

5. Gisele Cittadino – Professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-Rio

6. Eugenio Aragão – ex-Ministro da Justiça, Professor da Faculdade de Direito da UnB e Advogado

7. João Ricardo Wanderley Dornelles – Professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-Rio; ex-Membro da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro

8. Carol Proner – Professora da Faculdade Nacional de Direito – UFRJ

9. Chico Buarque – Músico

10. João Pedro Stédile – Ativista Social, do MST e da Via Campesina

11. Fábio Konder Comparato – Escritor, Advogado, Jurista, Professor Emérito da USP

12. Beatriz Vargas Ramos – Professora da Faculdade de Direito da UnB

13. Luiz Fernando Lobo – Artista

14. Marcelo Neves – Professor de Direito Constitucional da UnB

15. Francisco Celso Calmon Ferreira da Silva – Advogado, Administrador e analista de TI

16. Regina Zappa – Escritora e Jornalista

17. Emir Sader – Cientista Político

18. Marieta Severo – Atriz

19. Aderbal Freire Filho – Diretor de Teatro, TV

20. Beth Carvalho – Cantora

21. Martinho da Vila – Compositor e Cantor

22. Bete Mendes – Atriz

23. Sergio Mamberti – Ator

24. Amir Haddad – Diretor de Teatro

25. Tássia Camargo – Atriz

26. Bemvindo Sequeira – Ator, Rio de Janeiro

27. Doia Sequeira – Produtora Cultural, Rio de Janeiro

28. Dira Paes – Atriz

29. Osmar Prado – Ator

30. Márcia Miranda Boff – Educadora Popular; Consultora do CDDH de Petrópolis

31. Chico Diaz – Ator

32. Silvia Buarque – Atriz

33. Inez Viana – Atriz e Diretora de Teatro

34. Tuca Moraes – Atriz e Produtora Cultural

35. Sergio Ricardo – Compositor

36. Tomaz Miranda – Músico, Rio de Janeiro

37. Cristina Pereira – Atriz

38. Denise Assis – Jornalista

39. Ennio Candotti – Fisico, ex-Presidente da SBPC

40. Otávio Velho – Antropólogo, Presidente de Honra da SBPC

41. Ricardo Franco Pinto – Advogado junto ao Tribunal Penal Internacional; Doutor em Sociologia

42. Mirna Portella – Escritora, Rio de Janeiro

43. Graça Lago – Jornalista

44. André Diniz – Compositor e Sambista da Vila Isabel

45. Roberto A. R. de Aguiar – Professor e ex-Reitor da UnB

46. Ladislau Dowbor – Professor, PUC-SP

47. Marta Skinner – Economista; professora aposentada da FCE/UERJ

48. Flávio Alves Martins – Diretor da Faculdade Nacional de Direito/UFRJ

49. Paulo Moreira Leite – Jornalista e Escritor.

50. Malu Valle – Atriz

51. Luciana Paolozzi – Diretora de TV

52. Eliane Costa – Produtora Cultural

53. Veríssimo Júnior – Diretor de Teatro

54. José Carlos Moreira da Silva Filho – Professor da Escola de Direito da PUCRS / Ex-Vice-Presidente da Comissão de Anistia

55. Magda Biavaschi – Desembargadora aposentada do TRT 4, pesquisadora CESIT/IE/UNICAMP

56. Caique Botkay – Compositor e Gestor Cultural

57. Ivan Sugahara – Diretor de Teatro

58. Ivan Consenza de Souza – Programador Visual

59. Monica Biel – Atriz

60. Moacir Chaves – Diretor de Teatro

61. Marta Moreira Lima – Atriz e Cantora

62. Patrícia Melo – Produtora Cultural

63. Gabriela Carneiro da Cunha – Atriz

64. Ângela Rebello – Atriz

65. Jitman Vibranovski – Ator

66. Carlos Alberto Mattos – Crítico de Cinema

67. Eryk Rocha – Cineasta

68. Flora Sussekind – Ensaísta

69. Marcus Caffé – Cantor e Compositor

70. Vinicius Reis- Cineasta

71. Janaína Diniz – Atriz

72. Ricardo Resende – Professor Universitário e Padre

73. Rioco Kayano – Artista plástico

74. Otávio Bezerra – Cineasta

75. Wilson Ramos Filho – Doutor, Professor da UFPR, Presidente do Instituto Defesa da Classe Trabalhadora – DECLATRA

76. João das Neves – Diretor teatral.

77. Jair Antonio Alves – Artista de Teatro, fundador da Cooperativa Paulista de Teatro e Dramaturgo.

78. Maria Luiza Franco Busse – Jornalista e Doutora em Semiologia

79. Giovana Hallack Dacordo (Jô Hallack) – Escritora e Jornalista

80. Antonina Jorge Lemos (Nina Lemos) – Escritora e Jornalista

81. Juliana Neuenschwander Magalhães – professora da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ

82. Cristina Chacel – Jornalista

83. Sonia Montenegro – Analista de Sistema, RJ

84. Ricardo Kruschewsky – Publicitário, Bahia

85. Ariadne Jacques – Jornalista; Professora universitária da FACHA/Rio

86. Maria Luiza Quaresma Tonelli – Professora e Advogada

87. Jefferson Martins de Oliveira, advogado sindical.

88. Manoel Moraes – Cientista político e Professor universitário, Pernambuco

89. Anivaldo Padilha – Ativista Social

90. Cláudio Gravina – Sociólogo e Empresário.

91. Lívia Sampaio – Economista – UFBA

92. Gustavo Ferreira Santos, Professor da UNICAP e da UFPE

93. Stella Bruna Santo – Advogada

94. Petra Oliveira Duarte – Professora UFPE.

95. Daniel Torres de Cerqueira, Brasília

96. Márcio Tenenbaum – Advogado

97. Jean-François Deluchey – Professor da UFPA

98. Bárbara Dias, Professora da UFPA

99. Marcos Rocha – Doutor em Políticas Públicas e Formação Humana; Professor de Direitos Humanos

100. Marcio Augusto Paixão – Advogado

101. Bárbara Proner Ramos – Estudante Secundarista, membro da AMES

102. Francisco Proner Ramos – Fotógrafo, Estudante Secundarista

103. Lina Moschkovich – Estudante Secundarista, militante na AMES

104. Lucas Fernandes Mattos Machado – Movimento Estudantil da União da Juventude Socialista

105. Raisa Carvalho Nobre Saraiva – Designer, ex-aluna do Senac-Rio de Janeiro

106. Gabriel Olinto – Estudante de História na UFRJ

107. Maria Eduarda Magalhães Feijó de Moura – Ocupante do Colégio Pedro II / Campus Tijuca II, Rio de Janeiro

108. Vanda Davi Fernandes de Oliveira – Advogada e Professora Universitária.

109. Tarso Cabral Violin – Advogado, escritor e professor de Direito Administrativo

110. Gisele Ricobom – Professora de Direito da UNILA

111. Alexandre Hermes Dias de Andrade Santos, Advogado, Salvador, Bahia

112. Ricardo Henrique Salles – Professor da Escola de História da UniRio.

113. Nasser Ahmad Allan – Doutor em Direito pela UFPR; Advogado em Curitiba, PR

114. Nuredin Ahmad Allan – Advogado trabalhista, Curitiba, PR

115. Maria Luiza Flores da Cunha Bierrenbach – Advogada

116. D. Demétrio Valentini – Bispo Emérito de Jales, São Paulo

117. Maria Andrade – Pedagoga e educadora infantil.

118. Juliana Teixeira Esteves – Professora FDR/UFPE.

119. Otavio Alexandre Freire da Silva – Advogado, Salvador, Bahia

120. Martha Vianna, Ceramista

121. Marília Montenegro – UNICAP /UFPE

122. Tiago Resende Botelho – Professor da Faculdade de Direito e Relações Internacionais da UFGD & Advogado 14.236 OAB/MS

123. Gustavo de Faria Moreira Teixeira – advogado e Professor de Direito Constitucional e de Direito Internacional – Universidade de Cuiabá

124. Raimundo Bonfim – Advogado e Coordenador Geral da Central de Movimentos Populares e integrante da Coordenação Nacional da Frente Brasil Popular.

125. Victoria Amália Sulocki – Advogada e Professora da PUC-Rio

126. Marília Kairuz Baracat – Advogada; Mestre em Direito

127. Marília Alves – Mestranda do PPGD/UFRJ, na linha de Sociedade, Direitos Humanos e Arte.

128. Cleide Martins Silva – Pedagoga, Servidora pública aposentada

129. Meire Cavalcante – Jornalista e Mestra e doutoranda em educação

130. Eduardo Guimarães – Editor do Blog da Cidadania

131. Fábio Carvalho Leite – Professor do programa de pós graduação em Direito da PUC –Rio

132. Aparecido Araujo Lima – Jornalista, Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé

133. Mariah Brochado – Professora da Faculdade de Direito da UFMG

134. Ana Kfouri – Atriz e Diretora de Teatro

135. Maíra Santafé – Poeta e Cantora

136. Bruno Falci – Historiador

137. Ernani Moraes – Ator

138. Henrique Juliano – Ator

139. Danielle Martins de Farias – Atriz

140. André Câmara – Diretor de TV

141. Lúcio Tavares – Assistente de Direção

142. Cesar Cavalcanti – Produtor de Cinema

143. Isabel Cecilia de Oliveira Bezerra – Advogada da União, Mestre em Direito, Professora.

144. Sandra Helena de Souza – Professora Universitária

145. Amanda Ramires Guedes – Historiadora em MS e mestre em Desenvolvimento Local UCDB

146. Cynara Monteiro Mariano – Professora adjunta da Universidade Federal do Ceará

147. Francisco de Albuquerque Nogueira Júnior – Advogado

148. Mércia Cardoso de Souza – Doutora em Direito, Professora e pesquisadora.

149. Rômulo de Andrade Moreira – Professor de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito da Universidade Salvador – UNIFACS

150. Bruno Rodrigues – Ator

151. Tereza Briggs Novaes – Ativista Cultural

152. Gilberto Miranda – Ator

153. Bruno Peixoto – Ator

154. João Rafael Alves – Ator

155. Geovane Barone – Ator

156. Nady Oliveira – Atriz

157. Luiza Moraes – Atriz

158. Amora Pera – Atriz e Cantora

159. Pedro Rocha – Poeta e Ator

160. Flávio Helder – Produtor Cultural e Captador

161. Flávia Moura Caldas – Comerciária

162. Luiz Bandeira de Mello Laterza – Engenheiro e Empresário

163. Ipojucan Demétrius Vecchi – Advogado; Professor UPF, RS

164. Angela Leite Lopes – Tradutora e Professora da UFRJ

165. Maria Cristina Vidotte Blanco Tarrega – Professora da Universidade Federal de Goiás

166. Adriana Vidotte – Professora Universidade Federal de Goiás

167. Sergio Graziano – Advogado e Professor da Universidade de Caxias do Sul, RS.

168. Valdez Adriani Farias – Procurador Federal.

169. Josué Raizer – Professor da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais, UFGD

170. Cecília Caballero Lois – Professora da Faculdade Nacional de Direito

171. Gustavo Fontana Pedrollo – Procurador Federal, Diretor Presidente da Associação Advogadas e Advogados para a Democracia.

172. Anelise do Socorro de Almeida Pantoja – Administradora

173. Luiz Leopoldo Teixeira de Sousa – Artesão.

174. Billy Anderson Pinheiro – Doutor Engenharia Elétrica

175. Gustavo Just – Professor da Faculdade de Direito da UFPE

176. Zora Motta – Arquiteta

177. Maria Luiza Alencar Mayer Feitosa – Professora titular da UFPB

178. Clívia Maria Almeida Leal – Gestora em Recursos Humanos/Artesã.

179. Fabiane Lopes de Oliveira – Pedagoga; Professora de educação da PUCPR

180. Angelo Cavalcante – Economista e Professor da Universidade Estadual de Goiás, Campus Itumbiara.

181. Bruno Soeiro Vieira – Doutor em Direito; Professor da Universidade da Amazônia – Unama

182. Manfredo Araújo de Oliveira – Professor Titular de Filosofia da Universidade Federal do Ceará.

183. Ângela Rodrigues Uchôa – Médica.

184. Inocêncio Uchôa – Juiz aposentado e Advogado.

185. Marcelo Uchôa – Doutor em Direito, Professor Universitário e Advogado.

186. Adolpho Henrique Almeida Loyola – Assessor da Superintendência de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia

187. Zaneir Gonçalves Teixeira – Mestre e Doutoranda em Direito (UFC), Advogada e Professora Universitária, Ceará

188. Daniela de Saboya Perina – Advogada, Ceará

189. Emanuel Andrade Linhares – Professor Universitário – Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará

190. Ligia Maria Silva Melo de Casimiro – Professora e Consultora Jurídica, Ceará

191. Jânio Pereira da Cunha – Professor universitário de Direito, Ceará

192. Rogério Dultra dos Santos – Professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense

193. Ana Paula Magalhães – Advogada.

194. Ney Strozake – Advogado . Doutor em Direito; Coordenador-Geral da Frente Brasil de Juristas pela Democracia

195. Maria Goretti Nagime – Advogada

196. Tainá Caldas Novellino – Professora Univesrsitária

197. Eduardo Vianna – Professor da City University of New York.

198. Mario Mieli – Editor do site Imediata.org

199. Ralfo José Barreto Furtado – cartunista, jornalista, advogado (ralfofurtado.blogspot.com)

200. Geyson Gonçalves – Doutor em Direito, Advogado e Professor.

201. Nívea Santos Carneiro – Advogada, Professora e Sindicalista.

202. João Paulo Allain Teixeira – Professor da Universidade Católica de Pernambuco e da Universidade Federal de Pernambuco.

203. Martonio Mont’Alverne Barreto – Prof. Titular da Universidade de Fortaleza

204. Renata Costa-Moura – Psicóloga e Professora universitária

205. Celso Henrique Diniz Valente de Figueiredo – Professor UERJ

206. Fabiano Guilherme Santos – Doutor em Ciência Política, Professor da UERJ.

207. Francisco Morales Cano – Professor

208. Marcelo Cattoni – Professor da Faculdade de Direito da UFMG.

209. Anderson Bezerra Lopes – Advogado

210. Titane – Cantora.

211. Nilsa Ramos – Assistente Social

212. Maiquel Angelo Dezordi Wermuth – Doutor em Direito e Professor de Direito na UNIJUI e UNISINOS

213. Itacir Todero – Conselheiro Substituto e Ouvidor do Tribunal de Contas do Estado do Ceará.

214. Marizete Peretti – Advogada

215. Deodato J. Ramalho Júnior – Advogado, OAB/CE 3.645

216. Celso Mansueto Miranda de Oliveira Vaz – Professor, Engenheiro

217. Claudio Carvalho. Advogado – Professor de Direito da UESB – Bahia.

218. Milton Kanashiro – Engenheiro Florestal

219. Georgia Bello Corrêa – Advogada

220. Maria Náustria de Albuquerque – Historiadora

221. Assunta Maria Fiel Cabral – Assistente Social. Professora; Mestra em Educação Brasileira.

222. Yolanda Nogueira – Produtora cultural/ Bahia

223. Hugo Sérgio Silva / Contador – Ucsal/ BA Jussara Lima – Administradora de empresas / Ufba – BA

224. Marcelo de Santa Cruz Oliveira – OAB/PE, Advogado da Rede dos Advogados Populares RENAP e Militantes dos Direitos Humanos

225. Thaisa Maira Rodrigues Held – Professora do curso de Direito da UFMT, Campus Araguaia.

226. Ricardo Kruschewsky – Publicitário – Salvador/Ba

227. Maria Helena Barata – Doutora em Antropologia Social.

228. Aloma Tereza Pinho de Vasconcelos Chaves – Professora IFPA

229. Tatiana Deane de Abreu Sá – Engenheira agrônoma pesquisadora da EMBRAPA

230. Deolinda de Almeida Pantoja – Dona de casa

231. Juraci Dias Pantoja – Aposentado.

232. José Maria Lopes Oeiras – Educador Popular.

233. Maria Ferreira Gomes – Pedagoga.

234. Sandra Lúcia Barbosa – Servidora aposentada do Judiciário Federal.

235. Itacir Todero – Conselheiro Substituto e Ouvidor do Tribunal de Contas do Estado do Ceará.

236. Marizete Peretti – Advogada

237. Santa Margarete de Oliveira – Assistente Social

238. José Francisco Lopes Xarão – Professor da Universidade Federal de Alfenas.

239. José Nunes Filho – Analista de Sistemas, Rio de Janeiro

240. Ana de Miranda Batista – Sanitarista RJ, Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça

241. Ana Vilarino – Representante Comercial, Viana, ES

242. Fabiana Agra – Jornalista e advogada . Picuí Paraíba

243. Iracema Martins Pompermayer – Servidora Pública do Poder Judiciario Federal, Vitória-ES

244. Antônio Carlos Lima Rios – Economista

245. Faní Quitéria Nascimento Rehem – Professora UEFS

246. Victor Tinoco – Doutorando em Geografia da PUC-Rio.

247. Luiz Tarcisio Ferreira – Mestre em Direito, Professor de Direito da PUC/SP

248. Claudio Carvalho – Advogado. Professor de Direito da UESB – Bahia.

249. Rivadavio Guassú – Advogado, São Paulo

250. Fabiana Marques dos Reis Gonzalez – Advogada, Rio de Janeiro

251. Marilia Guimaraes – Professora.

252. Prudente José Silveira Mello – Doutor, Professor da Faculdade Cesusc e Advogado.

253. Antonio Escosteguy Castro – Advogado,RS

254. Cadmo Bastos Melo Junior – Advogado e militante dos Direitos Humanos e Movimentos Sociais, de Belém, Pará.

255. Carolina Valença Ferraz – Advogada militante dos Direitos Humanos, professora, Co-Coordenadora do Grupo Frida, Recife/PE

256. Silvia Marina R. M. Mourão – Advogada/ PA

257. Marcelo dos Anjos Mascarenhas – Procurador do Município de Teresina

258. Lucas Mendonça Rios, Advogado – membro da CDH OAB/SE

259. Denise Filippetto – Advogada trabalhista e Coordenadora do eixo Direto do Trabalho do Instituto Democracia Popular

260. Lúcia Helena Villar – Advogada

261. Tâmara Lúcia da Silva – Advogada trabalhista, Caruaru/PE

262. Julia Moreira Schwantes Zavarize – Advogada trabalhista/SC

263. Jader Kahwage David – Vice Presidente da OAB/PA

264. Virgínia Augusto de Oliveira – Advogada/DF

265. Alexandre Zamprogno – Advogado OAB/ES 7.364

266. André Barreto – Advogado e membro da RENAP, Recife/PE

267. Lucas Mendonça Rios – Advogado, membro da CDH OAB/SE

268. Vera Lúcia Santana Araújo – OAB-DF 5204

269. Cândido Antônio de Souza Filho – Advogado trabalhista e sindical; Diretor do Sindicato dos Advogados de Minas Gerais.

270. Julio Francisco Caetano Ramos – Advogado e Professor

271. José Ernani de Almeida – Professor de História

272. Carmen Lúcia Diniz dos Santos – Oficial de Justiça Federal – Rio de Janeiro – RJ

273. Sonia Montenegro – Analista de Sistemas, Rio de Janeiro, RJ

274. Danilo Conforti Tarpani – Servidor Público Federal- Justiça do Trabalho

275. Nacibe Huarde Ribeiro Cade – Advogada e jornalista.

276. Osvaldo Bertolino – Jornalista, escritor e historiador.

277. Paulo César Carbonari – Professor de filosofia (IFIBE), militante de Direitos Humanos (CDHPF/MNDH), Passo Fundo, RS

278. Deborah da Silva Machado – Advogada e Professora de Direito, Passo Fundo, RS

279. Valdeni de Jesus Gonçalves – Funcionário Público; Machadinho, RS

280. Vander Antônio Costa – Poeta, ES.

281. Sônia Maria Alves da Costa – Advogada e Doutoranda em Direito na UnB

282. William Santos – Advogado; Vice-Presidente SINAD-MG; Presidente CDH da OAB-MG

283. Silvia Burmeister – Advogada; ex-Presidente da ABRAT

284. Jane Salvador Gisi – Advogada do DECLATRA, Curitiba, PR.

285. Mauro José Auache – Advogado do DECLATA, Curitiba, PR.

286. Mirian Gonçalves – ex-Prefeita de Curitiba e Advogada do DECLATRA, Curitiba, PR.

287. Maria Cristina P. G. Bevilaqua – Professora Secundária.

288. José Luiz Baeta – Acumputurista, Santos, SP.

289. Cláudia Maria Barbosa – Professora de Direito Constitucional PUC/PR.

290. Maria Rosa Vieira – Socióloga

291. Luiz Gonzaga dos Santos Vieira – Odontólogo

292. Tânia Beatriz Cardoso Brandão – Contadora, BA

293. Thelma Gomes – Professora Ensino Fundamental

294. Zulma Jaime – Professora do EAJA, Especialista em Alfabetização

295. Ronaldo M. N. Frazão – Professor aposentado da UFMA

296. Rosane Mioto dos Santos – Assessora de Imprensa da DPPR

297. Albertinho Luiz Galina – Professor da Universidade Federal de Santa Maria, RS

298. Rodrigo Mioto dos Santos – Mestre em Teoria e Filosofia do Direito pela UFSC; Professor da UNIVALI

299. Roberto Wöhlke – Mestre em Sociologia Política pela UFSC; Professor da UNIVALI; Advogado.

300. Ecila Moreira de Meneses – Professora de Direito, Ceará.

301. Denise Filippetto – Advogada trabalhista e Coordenadora do eixo Direito do Trabalho do Instituto Democracia Popular

302. Jefferson Valença de Abreu e Lima Sá – Advogado, Pernambuco

303. Beatriz Conde Miranda – Advogada; Professora Universitária; Doutoranda em Ciências Jurídicas pela Universidade de Lisboa.

304. Miguel F. Gouveia – PHDEE em Engenharia Eletrônica.

305. Nise Maria Freire – Professora aposentada pela Universidade Federal do Ceará.

306. Jane Salvador Gizi – Advogada e Mestre em Direito

307. Regina Cruz – Presidenta da CUT/PR

308. Fernando Pereira Lopez – Gemólogo

309. Ivete Caribe da Rocha – Advogada; Comissão Estadual da Verdade Teresa Urban

310. Cesar Augusto Pontes Ferreira – Professor de História

311. Helbert Marcos Giovani da Silva – Tesoureiro Geral da UPES

312. Guelna dos Santos Pedrozo – Contadora

313. Elisa Smaneoto – Servidora Pública da Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul

314. Aline Sasahara – Documentarista.

315 – Claudia Roesler – Professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília – UnB

316. João Bello – Artista Popular, Curitiba, PR

317. Wanda Coelho – Designer Industrial; Pós-graduada Propaganda e Marketing; Técnica em Paisagismo/CREA-PR

318. Denise Maria Maia – Professora de Economia

319. José Jackson Guimarães – Juiz de Direito da Justiça Estadual da Paraíba.

320. Diogo Fornelos Pereira de Lyra – Advogado, Pernambuco

321. Leila Maria Moura Lima – Servidora pública do Estado de Pernambuco.

322. Emerson Lopes Brotto – Advogado, Mestre em História pela UPF, RS.

323. Newton de Menezes Albuquerque – Professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC) e do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

324. Elisângela Alvarenga de Souza – Filósofa, ES.

325. Claudia Pavan Lamarca – Bióloga, Rio de Janeiro.

326. Danubia Costa – Mestra em Direitos Humanos e Cidadania, UnB.

327. Wattea Ferreira Rodrigues – Advogado; OAB-PB 9365

328. Safira Elza Moura Caldas – Aposentada

329. Hamilton Pereira da Silva – Poeta e escritor

330. Ana Corbisier – Socióloga

331. Lêda Casadei Iorio – Professora Aposentada, SP

332. William Mello – Professor, Mestrado Acadêmico em História, Universidade Estadual do Ceará

333. Elias Canuto Brandão – Doutor em Sociologia e professor da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR-Campus de Paranavaí-PR).

334. Luis Vinicius Aragão – advogado

335. Beto Almeida – Jornalista

336. Prof. Dr. José Carlos Aragão Silva – Professor Doutor

337. Cristiane Dias Martins da Costa – Professora Doutora

338. Cunigunde Neumann – Professora apossentada

339. Helena Meidani – Empresária.

340. Pedrinho Arcides Gguareschi – Professor e pesquisador da UFRGS

341. Janete Triches – Jornalista, Mestre em Ciência Política e Professora universitária.

342. Marilza de Melo Foucher – Doutora em economia e Jornalista, França

343 – Edgar Serra – Médico

344. Isabel Peres dos Santos – Engenheira agrônoma

345. Maria Aparecida Dellinghausen Motta – Poeta, Escritora e Coordenadora da Coleção Ciranda de Letras da Editora Autores Associados

346. Lazaro Camilo Recompensa Joseph – Professor UFSM, Dr. Ciências Econômicas

347. Jair Reck – Universidade de Brasília, UnB

348. Jefferson Valença de Abreu e Lima Sá – Advogado, Pernambuco

349. Solon Eduardo Annes Viola – Professor da Unisinos, RS

350. Leomar Menezes Duarte – Economista.

351. Janete Triches – Jornalista, Mestre em Ciência Política e Professora universitária.

352. Maria Helena Andrade Silva – Advogada, OAB SP 23199

353. Clarice Aparecida dos Santos – Doutora em educação, professora da Universidade de Brasília.

354. Luiz Carlos Susin – teólogo e filósofo – PUCRS

355. Stephan Sperling – Médico de Família e Comunidade, Tutor do Programa de Residência Médica e Preceptor de Graduação da Faculdade de Medicina da USP.

356. Maria do Rosário Caetano – Jornalista

357. Carlos Alberto Mattos – Jornalista, Crítico e Pesquisador

358. Maria Luiza Martins Alessio – Professora aposentada, UFPE

359. Ricardo Swain Alessio – Professor aposentado, UFPE

360. Luiz Alberto Gomez de Souza – Sociólogo

361. Lucia Ribeiro – Socióloga.

362. Suzana Albornoz – Escritora e Professora.

363. Rosemary Fernandes da Costa – Teóloga, PUC-Rio

364. Wanja Carvalho – Procuradora Federal aposentada

365. Claudio de Oliveira Ribeiro – Pastor Evangélico

366. Maria Filomena Mecabo – Religiosa, Socióloga, Roma

367. Dermeval Saviani – Professor Emérito da UNICAMP e Pesquisador Emérito do CNPq

368. Jorge Rubem Folena de Oliveira – Advogado, Doutor em Ciência Política, Professor de Ciência Política da UCAM, membro do Instituto dos Advogados Brasileiros, membro da Casa da América Latina

369. Adriana Geisler – Professora da PUC-Rio

370. André Oda – Professor de Ciências Sociais da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa)

371. Sirlei Daffre – Professora ICB-USP.

372. Decio Ferroni – Professor

373. José Oscar Beozz – Historiador, Teólogo, Professor, São Paulo.

374. Beatriz Costa – Agente de Educação Popular

375. Rogério Crisosto de Souza – Professor de História da Rede de Ensino do Estado São Paulo

376. Cristiane Carolino Crisosto – Arquiteta e Urbanista

377. Herlon Bezerra – Professor do Instituto Federal do Sertão Pernambucano, Diretor do Sinasefe – IF Sertão PE.

378. Pedro Dimitrov – Médico Sanitarista, Doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo.

379. Maria Fernanda Milicich Seibel – Advogada e Centro de Estudos, Pesquisa e Direitos Humanos

380. Arlete Moysés Rodrigues – Geografa, Professor Livre Docente

381. Rodrigo José – Estudante Bolsista do Prouni.

382. Maurício Compiani – Professor Titular UNICAMP-SP

383. António Munarim – Professor de Educação do Campo, da UFSC

384. Telma Araújo – Professora Aposentada

385. Maria Helena Arrochellas – Teóloga, Diretora do Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade/Caall

386. Hugo Lenzi – Fotógrafo e Sociólogo

387. Marilene Felinto – Escritora e tradutora, São Paulo, SP

388. Custódio Coimbra – Fotógrafo

389. Marisa T. Mamede Frischenbruder – Geógrafa consultora em Meio Ambiente

390. Hermógenes Saviani Filho – Professor do Departamento de Economia e Relações Internacionais (DERI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

391. Rodrigo Matheus – Artista Circense e Teatral, Circo Mínimo, SP.

392. Maria Lecticia Ligneul Cotrim – Aposentada

393. Xico Teixeira – Jornalista e Radialista

394. Rachel Moreno – Psícóloga, militante feminista e pela democratização da mídia

395. Julian Rodrigues – Jornalista e professor, da Coordenação Nacional do Movimento Nacional de Direitos Humanos

396. Silvana Maria Gritti Professora da Universidade Federal do Pampa, Campus Jaguarão, RS

397. Antonia Neide Costa Santana – Professora do Curso de Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú – Sobral, CE.

398. Cecília Sodero Pousa – Educadora Popular

399. Carmen da Poian – Psicanalista, Rio de Janeiro

400. José Manoel Carvalho de Mello – Professor Universitário – Rio de Janeiro

401. Itacir Antonio Gasparin – Professor

402. Carlos Eduardo Arns – Professor Universitário

403. Lindinalva Marques da Silva – Advogada, Vitória, ES

404. Stella Maris Jimenez Gordillo – Médica psicanalista, membro do Conselho da Associação Mundial de Psicanálise

405. Idalina Barion – Religiosa da Congregação das Irmãs Carmelitas da Caridade de Vedruna, Professora aposentada, Bocaiúva, MG

406. Ir. Dalila dos Santos – Pedagoga,Terapeuta Popular, Religiosa Vedruna

407. Ir. Eloar da Silva – Missionária Vedruna na Bolívia, Nutricionista

408. Maria do Carmo de Almeida – Bibliotecária, Salvador, Bahia

409. Cristiane Carolino Crisosto – Arquiteta e Urbanista

410. Léo Mackellene – Escritor, Músico e Professor de Direito

411. Simone Passos – Socióloga e Formadora de Professores

412. Sergio Isoldi – Servidor Público aposentado da FUNDAP

413. Roberto Bueno – Professor; Pós-Doutor; Faculdade de Direito da Unb (CT)

414. Fernanda Vanzan Milani – Estudante de Direito da PUC-Rio

415. Heny Vanzan de Almeida – Servidora Pública

416. Maria Luiza Alencar Mayer Feitosa – Professora Titular, Direito, UFPB

417. Moacyr Parra Motta – Advogado; Mestre em Direito Constitucional, MG

418. Natan de Oliveira Mattos – Procurador Federal, lotado na Procuradoria Federal Especializada da FUNAI, Governador Valadares, MG

419. Vera Vital Brasil – Psicóloga Clínica

420. Giuseppe Tosi – Professor de Filosofia Política da UFPB

421. Vanessa Andrade de Barros – Professora de Psicologia, UFMG

422. João Batista Moreira Pinto – Professor de Direito, Escola Superior Dom Hélder Câmara

423. Marcia Barros Ferreira Rodrigues – Socióloga e Historiadora, Professora Titular da UFES

424. Erivan da Silva Raposo – Antropólogo e Cientista Político, Brasilia, DF”

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Conheça as elites brasileiras que apoiaram o Golpe

Uma das razões do sucesso do golpe é a força de nossas elites, financeiramente municiadas de condições para subornar tudo e todos para agirem em favor de seus interesses particulares. 

Esqueçam as justificativas pseudo-altruístas e pseudo patriotas para o golpe. O povo que saiu de verde e amarelo nas ruas, cultuando a corrupta CBF e o ganancioso Pato Gigante, nunca estiveram interessados no bem estar da população, usando isso apenas para conquistar apoio popular a uma causa que já era tradicional e exclusivamente particular, de interesse apenas das classes mais abastadas, nem sempre por mérito próprio e quase sempre com ajuda alheia, sobretudo de gente ainda mais graúda e com maior poder político, social e econômico.

Bom lembrar da palavra "tradicional", pois não é a toa que as nossas elites são rotuladas de conservadoras. Na verdade, apesar de entusiastas da tecnologia, de gírias, tatuagens, sexo e drogas lícitas ou não, estereótipos equivocados de modernidade, as nossas elites, em sua essência e em sua mentalidade, não são nada modernas ou progressistas. Para ser ainda mais sincero e direto: elas são as velhas oligarquias de engenho que se mantém de pé até agora e que evoluíram as suas formas de enriquecimento e de dominação.

O grosso do empresariado brasileiro é na verdade a versão moderna e atualizada dos velhos senhores de engenho. Se engana quem pensa que a mentalidade típica dos senhores de engenho, na prática um abrasileiramento já atualizado no século XVI, já na Idade Moderna, despareceu nos dias de hoje. Aliás, se a mentalidade medievalesca pode se  manter vigente na Idade Moderna, quando não fazia mais sentido, ela tem condições de se manter nos dias de hoje, com as devidas atualizações.

Isso foi possível porque as nossas elites são muito tradicionalistas, geralmente familiares, transmitindo não somente a mentalidade medievalesca aos seus descendentes, como também o próprio cargo de comando de empresas e patrimônio. A única coisa que os mais novos precisam fazer - e não é trabalhar - é atualizar esta mentalidade de domínio herdada dos Engenhos, sem arruinar com a sua essência neo-medieval.

Observando com maior atenção os comentários e ações de nossas elites, que não são tão inteligentes como pensávamos que seriam, percebemos claramente a essência medievalesca que ainda vive em suas mentes preconceituosas e gananciosas. Os velhos senhores medievais ainda sobrevivem firmes e fortes, embora carcomidos pelo mofo, dentro de suas convicções mais que datadas.

Devemos nos despir de qualquer estereótipo na hora de analisar as nossas elites, pois elas tentam na aparência desmentir o que ainda preservam em sua essência. Quando vemos alguém da elite com cabelos coloridos, todo tatuado, enchendo a cara e falando gíria sem parar ouvindo as canções do momento, frequentemente nos esquecemos que estamos diante de alguém que sonha com um mundo medieval, em que suseranos se achavam no direito de dominar sobre os vassalos, tratados como "equipamento" a executar as vontades dos senhores feudais, integrantes da suserania.

Por isso que o pensamento de direita, integrante essencial do pensamento de quem quer dominar o país, é chamado de "conservador". Não que ele queira conservar hábitos e bens antigos - bom lembrar que as elites é que tem a obsessão pelo desenvolvimento tecnológico, que é feito nem sempre de forma adequada, mas sempre de acordo com os interesses das elites. 

O que as elites querem conservar são seus interesses, a sua essência, e mais ainda, o seu poder e a capacidade de criar condições para obrigar que todos os que as elites julgam "inferiores" se mantenham ajoelhados diante deles, trabalhando apenas para que as elites enriqueçam e aumentem ainda mais a sua sádica sede pelo ganancioso poder.

E é também por isso que as elites odeiam a esquerda, os esquerdistas e qualquer um que defenda ideias humanitárias e de progresso social. Graças a isto, pagaram força para fazerem um golpe para colocar um representante das elites no poder para que este governe apena para elas. Isso tem a finalidade certa de fazer que a renda e benefícios nunca sejam repartidos, pois dar mais para os necessitados logicamente significa tirar dos mais ricos. Certamente os senhores de engenho só sobrevivem as custas de caviar e de migrações periódicas ao exterior de vez em quando.

Como são medievais as nossas elites...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

A Marcha dos Coxinhas com o Capeta pela Destruição do Brasil

Hoje é época de Carnaval. E Carnaval costuma ser sinônimo de alegria. Mas desta vez, sendo o primeiro Carnaval do golpe, não temos motivos para nos alegrar. Mas como rir da desgraça é permitido, vamos cantar junto com o Bloco da Égua, da cidade paraense de Algodoal, que nos ofereceram o novo hino dos coxinhas, a ser tocado durante a marcha da TFP (ou seria Marcha dos FDP?) em suas manifestações em culto ao Gigantesco Pato Amarelo, vestidos com a camisa da corrupta CBF.

Vamos cantar junto com o Bloco da Égua e rir da cara dos coxinhas que de tao burros e odiosos, decidiram combater a corrupção clocando os corruptos no poder. Com os corruptos devidamente instalados, ouvimos os sons de todos os instrumentos neste carnaval, menos os das panelas-coxinhas, que pelo jeito, só faziam barulho para que um nordestino de origem pobre e sem diploma de curso superior pudesse voltar à presidência, num ato explícito (no sentido pornográfico do termo) de racismo elitista. Para os coxinhas, presidente bom é presidente sulista, lindo, rico e com doutorado.

O Bloco da Égua fez um clipe oficial para a música, muito bem legal. Mas eu decidi editar outro, com uma espécie de retrospectiva coxinha, colocando alguns fatos relevantes e mandando um recado aos coxinhas que fingiram tanto patriotismo para depois nosso país ser completamente entregue em ruínas para o capital estrangeiro. Se entregar o país sucateado aos gringos é patriotismo, eu não me surpreendo com mais nada! Vamos pular com a Égua!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

FHC e Miriam Dutra sabem o que está por trás da demissão de Serra

ESPREMENDO A LARANJA: Uma das marcas do governo Temer é a dispensa de membros que concluíram a sua "missão". Cunha já foi ejetado, Serra, que acaba de dar o pontapé inicial para a venda da camada petrolífera de Pré-Sal, já está sendo deixado de lado. Em março, será o próprio Temer. Uma prova de que nenhuma das lideranças está compromissada com a democracia, com o combate a corrupção e com a melhoria de vida da população. 

O motivo alegado para a saída de Serra foi saúde. O que é meio estranho, pois Serra não vai se aposentar da política, continuando como senador. O motivo certamente é outro. Leia no texto abaixo escrito pelo excelente jornalista Joaquim de Carvalho, responsável pelas melhores reportagens do Diário do Centro do Mundo, produzidas em vídeos bastante reveladores.

FHC e Miriam Dutra sabem o que está por trás da demissão de Serra

Joaquim de Carvalho - Diário do Centro do Mundo

O pedido de demissão de José Serra do governo de Michel Temer remete a um comentário que a jornalista Miriam Dutra fez quando cogitava detonar a corte tucana, da qual ela fez parte como mãe de um filho assumido tardiamente pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“O Serra tem uma relação de amor e também de inveja do Fernando Henrique, ele vê o Fernando Henrique como um irmão mais velho que ele tenta imitar, mas não consegue”, disse ela.

Era fevereiro de 2016 quando ela fez esse comentário, nos dias em que passei em Barcelona e a entrevistei (veja aqui o documentário).

Três meses depois, quando a Câmara aprovou o processo de impeachment e colocou no poder os políticos que tinham sido derrotados na urna – que nome tem isso senão golpe? –, Serra ficou com o Ministério das Relações Exteriores.

Era a mesma pasta que Fernando Henrique ocupou quando Itamar Franco assumiu a presidência, 24 anos antes, no impeachment de Fernando Collor.

Talvez Serra, no ministério de Temer, se sentisse mais próximo da cadeira que ele tentou ocupar em duas eleições e perdeu. Quem sabe a crise política de 2016, como a de 1992, não lhe abrisse um novo caminho, com o protagonismo dele num governo sem brilho.

Mas, se falta brilho na presidência de Michel Temer, sobra truculência e não é fácil encontrar espaço onde quem se destaca é Alexandre de Moraes.

Até Moreira Franco já incorporou esse novo padrão, ele que era tido como um cavalheiro até por adversários e agora surta em entrevistas.

Poucos conhecem Serra como Fernando Henrique Cardoso, que registrou no primeiro volume dos seus “Diários da Presidência” uma observação sobre o aliado, que também nunca deixou de ser rival.

José Serra, apesar de convidado, não foi a uma cerimônia no Chile em que Fernando Henrique seria homenageado. Segundo o ex-presidente, José Serra “não se sente bem vendo homenagens que não sejam a ele”.

Apesar disso, os registros de Fernando Henrique mostram que Serra era um dos seus interlocutores mais frequentes. Ia muitas vezes sozinho almoçar ou jantar com o então presidente no Palácio do Alvorada e discutiam que ministério Serra poderia ocupar, depois que ele perdeu a eleição para prefeito em São Paulo, em 1996.

Fernando Henrique diz: “Se o Serra quiser, tenho um compromisso moral com ele, porque ele se jogou na campanha de São Paulo, e preciso manter o que disse naquela ocasião.”

Serra queria a área econômica, mas Fernando Henrique desejava manter Pedro Malan e, numa reflexão sobre os dividendos políticos que Serra poderia ter, disse que não havia muito mais a fazer no Ministério da Fazenda depois que ele, FHC, havia liderado a criação do Plano Real.

O impasse dura mais de um ano. Fernando Henrique registra que teve uma conversa franca com ele, depois de ouvir críticas à sua lealdade:

“Poucos têm o seu talento. Intelectualmente você pode se comparar com muito pouca gente, comigo e pouca gente mais na área política (…), não obstante está no ponto mais baixo da sua carreira.”

Segundo Fernando Henrique, Serra quis saber que problema ele tinha.

“Para mim, você não conseguiu ter liderança.”

Serra, relutante, aceitou ser ministro da Saúde, mas fez exigências quanto ao orçamento. Mas, pouco depois, Brasil passou por uma de suas piores crises econômicas.

Quando se estudavam cortes no orçamento, Serra pressionou o presidente e pelo menos duas vezes ameaçou se demitir:

“O Serra insiste, vai à imprensa, dá a impressão de que joga contra o governo. (…) Serra é um bom ministro, mas a falta de solidariedade aos outros ministros pesa. Terceiros me dão detalhes de coisas com a imprensa e com os empresários que são desagradáveis de serem sabidas por mim. Serra não é egoísta, mas autocentrado no que está fazendo.”

Em relação aos terceiros que lhe dão detalhes, FHC cita, em outra passagem do livro, Otávio Frias de Oliveira, então proprietário da Folha, e João Roberto Marinho, da Globo.

João Roberto lhe contou que Serra era a fonte das notas publicadas pelo jornal O Globo a respeito de uma crise na equipe econômica chefiada por Pedro Malan.

E Frias diz a Fernando Henrique Cardoso que Serra ligou para jornal e pediu destaque a uma nota que ele divulgaria mostrando que o governo federal havia reduzido os gastos com Saúde e Educação.

Fernando Henrique conta que, quando a nota foi divulgada, no tiroteio amigo, procurou Serra por telefone, mas não o encontrou e o chefe de gabinete do então ministro da Saúde, Barjas Negri, não retornou sua ligação.

A crise política, na época, foi enorme, e um editorial do Estadão defendeu a demissão de Serra. “Deslealdade se pune com demissão” era o título. Fernando Henrique diz que não quis (ou não teve força) para tirar Serra do governo.

Numa conversa que tiveram alguns dias depois, FHC contou que os donos dos jornais haviam entregado Serra. Segundo ele, Serra fez “cara de paisagem”.

No livro de FHC, sabe-se que Serra tinha seus trunfos.

“Basta ler os artigos de Elio Gaspari, que são obviamente escritos por inspiração do Serra.”

Serra também sabia com antecedência os resultados das pesquisas do Datafolha, que lhe eram passados pela direção do jornal.

Quando uma pesquisa indicou a subida de Lula e a queda de Fernando Henrique, o então presidente jantou com um especialista em marketing eleitoral e lá também estavam Serra e o jornalista Fernando Lemos.

Fernando Henrique não diz que Fernando Lemos era cunhado de Miriam Dutra e não há nas suas memórias nenhuma referência ao papel de Fernando Lemos no relacionamento com Miriam e o filho “exilados” na Europa.

Era Lemos quem levava o filho de Miriam para visitar Fernando Henrique – segundo Miriam, ele esteve uma vez no Palácio do Alvorada.

Lemos também ajudava na parte material. Além do salário que a jornalista Miriam Dutra recebeu da Globo, sem necessariamente trabalhar, ela teve um contrato de fachada com a Brasif, concessionária do governo federal, assinado com intermediação de Lemos.

Na parte do suprimento de recursos, Serra também teve papel relevante. Mas nada disso está no livro de FHC.

Segundo Miriam, entre 1998 e 1999, era ele – e o primo dele, Gregório Preciado – que liberava recursos para a reforma do apartamento dela em Barcelona.

Serra chegou a visitar Miriam na capital da Catalunha, para, segundo ela, verificar como andava a reforma. Juntos viajaram para Andorra. Foi nesse contato mais próximo com o ex-ministro que Miriam teve maiores impressões sobre a rivalidade latente entre ele e Fernando Henrique.

Miriam foi a namorada de FHC e Serra se aproximou da irmã dela, Margrit Dutra Schmidt, que até pouco tempo atrás tinha um cargo do gabinete dele no Senado.

“Acho que, desde o tempo do exílio dos dois no Chile, o Serra sempre procurou, de alguma forma, ser como o Fernando Henrique”, comentou Miriam.

A saída de Serra do Ministério das Relações Exteriores e do governo Temer pode indicar que, para ele, o sonho de ser Fernando Henrique acabou.

Visto por outro ponto de vista, a saída de Serra pode ser explicada como a acomodação de um governo que se formou pela força – não das armas –, mas do peso desproporcional de dois Poderes da República – o Congresso e o Supremo Tribunal Federal –, que permitiram o afastamento de uma presidente sem crime de responsabilidade.

Serra era um príncipe na corte de Fernando Henrique Cardoso, podia pintar e bordar. Com Michel Temer, esse papel cabe a quadros de outro calibre: Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha, Moreira Franco e, claro, Alexandre de Moraes.

O sociólogo Jessé Souza usa uma imagem interessante para definir o que está acontecendo no Brasil desde maio de 2016, no seu livro A Radiografia do Golpe.

“Como todo espectador de filme de gângster sabe muito bem, é fácil juntar aventureiros para assaltar um banco. Difícil é dividir o saque depois”, escreve Jessé.

Eduardo Cunha e outros já ficaram pelo caminho, agora é a vez de Serra.